Mais um daqueles desabafos...

Eu só acho que se fosse mesmo real, se fosse pra ser eu e mais ninguém, você olharia pra mim como eu olhava pra você, e se você me amasse você não tinha me deixado ir embora. Teria gritado o meu nome, e me perguntado se a gente podia sentar e conversar de novo. Mais uma vez. Só pra conversar mais, pra tentar se entender um pouco mais. Por que quando a gente ama, nada nunca é demais. Quando a gente ama, a gente aprende a ficar. Mais do que isso, a gente decide ficar e nada mais importa, o resto é resto. Caso contrário, não é amor. Mas nem você nem ninguém quer saber disso. Tudo ficou tão banalizado, uma vez que dizer “eu te amo” virou a coisa mais comum do mundo, da mesma forma que mudar de idéia e dizer “eu não te amo mais” virou praticamente que uma regra. O mundo oferece alguma coisa que tem uma embalagem tão bonita e interessante, mas quando você abre e experimenta, pode até ser o que você queria, mas nunca é o que você precisava – fica sempre faltando alguma coisa. Fica faltando um tempo a mais pra conversar, fica faltando aquela dedicação maior, fica faltando amor de verdade. E cada dia que passa, eu não sei mais onde isso vai parar. Tantas vezes, mesmo tendo tudo, a gente ainda sente que tem alguma coisa faltando. Acontece que o 'tudo' que temos em mãos não é o 'tudo' que o coração deseja tanto, pra que aí então, tudo realmente, faça sentido. 

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